\n'; document.write(barra); } } changePage();

Desde que foi anunciado, em 1999, o Kylix vem gerando uma grande expectativa na
comunidade de desenvolvedores. O nome Kylix originalmente era o nome do projeto que
portaria o Delphi e o C++ Builder para Linux e transformou-se no nome do novo produto
lançado pela Borland para desenvolvimento rápido de aplicações no ambiente Linux.
O Kylix era esperado pela comunidade Delphi pois significava a oportunidade de portar os
programas Windows para o Linux com um mínimo de esforço e também pela comunidade
Linux, por ser uma ferramenta que facilitaria muito o desenvolvimento em Linux.
Finalmente, em 31 de janeiro deste ano, a Borland lançou o Kylix na LinuxExpo em Nova York.
Será que a ferramenta é tudo o que os desenvolvedores esperavam? Será que ela será uma
nova Killer Application (aplicação que revoluciona a maneira existente de trabalhar)? Este
artigo tentará trazer as respostas a estas questões.
A IDE
A IDE do Kylix é muito semelhante àquela do Delphi: os menus são muito parecidos, o Object
Inspector está no mesmo lugar, o editor de código e a Form estão lá. As caixas de diálogo e as
configurações de personalização são semelhantes.
Como o Delphi 5, o Kylix também tem o recurso de complementação de código em seu editor.
Você pode também configurar as teclas do editor usando mapas de teclas personalizados.
A paleta de componentes é semelhante àquela do Delphi 5. A primeira diferença que salta à
vista é a falta da guia Win32 (como era de s esperar). Ela foi substituída pela Common
Controls. Foi adicionada uma nova guia, dbExpress, com os novos componentes de acesso a
dados. Falaremos sobre isso adiante. Uma ausência notada foi a guia QReport, com os
componentes de impressão do QuickReport.
Bancos de dados
A grande diferença entre o Kylix e o Delphi está aqui. A Borland aproveitou a oportunidade do
lançamento do Kylix para criar uma nova engine de banco de dados: o dbExpress. O
dbExpress é uma engine muito leve, com uma API interna muito simples. Por ser uma camada
muito fina, o acesso a banco de dados é muito rápido, muito semelhante ao acesso nativo.
As desvantagens do dbExpress são o acesso unidirecional e o fato dele ser essencialmente
voltado a bancos de dados SQL. O acesso unidirecional faz com que você só possa posicionar
os registros para a frente, como se estivesse gerando um relatório. Por ser voltado a bancos de
dados SQL, não há acesso a dBase ou Paradox. Isto não é de todo uma desvantagem, pois
com o Interbase OpenSource, os desenvolvedores têm uma opção de excelente qualidade e
baixo custo para substituir esses bancos de dados.
Já o acesso unidirecional é uma dificuldade real, pois estamos acostumados a mostrar os
dados no formato de grades, que não poderiam ser usadas, neste caso. Para solucionar isto, a
Borland "emprestou" do Midas o componente TClientDataset. Este é um componente muito
flexível, que permite o trabalho de diversas maneiras, inclusive independente de bancos de
dados.
Embora o TClientDataset introduza uma camada a mais no acesso aos dados, como mostram
as figuras 6 e 7, com o TClientDataset, o acesso volta a ser bidirecional: os dados provenientes
do banco de dados são lidos e guardados em memória, permitindo a movimentação em todas
as direções.
Portabilidade dos programas Windows
Uma preocupação muito grande a todo desenvolvedor Windows que quer portar suas
aplicações para o Linux é a dificuldade que encontrará nesta tarefa. Isto depende do programa
que está sendo portado.
Se você tiver programas que não utilizem bancos de dados, API do Windows e só utilizem
componentes padrões do Delphi, o trabalho de portar a aplicação será muito suave:
provavelmente, com a mudança das cláusulas Uses, o programa poderá ser recompilado no
Kylix.
Os nomes das units que contém os componentes foram alteradas, incluindo-se um caractere Q
no início do nome. Assim, Forms virou QForms, Controls tornou-se QControls e assim
sucessivamente.
Sem dúvida, você terá alguns problemas com características diferentes entre o Linux e o
Windows, como a inexistência do conceito de drives ou a mudança de separadores de
caminho, por exemplo.
Os programas que utilizam bancos de dados sofrerão alterações mais profundas:
Conclusões
Copyright Inhelp 2002 - Todos os direitos reservados